A curiosa origem das palavras e expressões utilizadas no nosso dia a dia.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Quénia

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O país deve o seu nome ao Monte Quénia, que com uma altitude de 5199 m, é o segundo ponto mais alto de África (sendo o primeiro o Kilimanjaro).


As várias tribos locais apelidavam o monte Quénia com vários nomes de consonância parecida.

Assim os kikuyu (grupo étnico mais populoso do Quénia) chamam-lhe "Kirinyaga" o que significa "montanha branca", os embu "Kirenia" ("montanha da brancura").


Os akamba chamam-lhe "Kiinyaa" ("montanha da avestruz"), este último nome é devido aos picos montanhosos brancos da neve e pretos dos seus picos, que fazem lembrar as penas da avestruz macho.


Os colonizadores ingleses chamaram a essa região "Kegnia", uma deformação de "Kiinyaa" em 1894.


Em 1963, o Quénia torna-se independente e o primeiro presidente eleito é Jomo Kenyatta. Esta coincidência do seu nome de família, muda a pronuncia inglesa para "Kenya", a mesma que a francesa.








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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Hambúrguer

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"Hambúrguer" é um bife arredondado constituído de carne picada, mas também designa um sandwiche formado por pães arredondados recheado com esse bife e outros ingredientes.


Como o nome indica, o hambúrguer nasceu na cidade de Hamburgo, na Alemanha, e a palavra designa os habitantes dessa cidade. É frequente na Alemanha designar uma especialidade culinária com o nome dos seus habitantes, assim "berliner" são as famosas "bolas de Berlim".


Mas a história da carne picada aparece no século XII, na época de Genghis Khan, que decide conquistar o mundo com a sua armada de cavaleiros. Enquanto cavalgavam, necessitando de se alimentar sem ter de parar, tinham o habito de transportar carne picada fácil de comer com uma só mão.


Em 1236, o neto de Genghis Khan invade Moscovo e introduz a carne picada adoptada pelos russos com o nome de "bife tártaro", sendo que tártaros era o nome dado aos mongóis.


Essa carne picada viaja depois por toda a Europa, com particular destaque para o porto de Hamburgo, na Alemanha, onde se torna muito popular.


Em meados do século XIX, muitos alemães deixam o país, através do porto de Hamburgo para se instalarem nos Estados Unidos, sendo que o hambúrguer é principal prato servido a bordo dos navios. No porto de Nova Iorque, numerosos vendedores atraem os marinheiros alemães com o slogan "bife cozido ao estilo de Hamburgo".


O hambúrgo conquista toda a América, lembrando aos imigrante o seu país de origem.


Em 1931, uma banda desenhada, Popeye acolhe uma nova personagem: Wimpy, que adora comer hambúrgueres. Dada a popularidade, forma-se uma cadeia de restaurantes de haumbúrgueres, Wimpy's, que com a morte do seu fundador, em 1978, fecha todos os seus 1500 restaurantes.


Em 1948, dois irmão decidem vender hambúrgueres perto de um cinema em Pasadena, os irmãos Maurice e Richard MacDonald. Propõem uma ideia original: um serviço de take-away.


Em 1954, Ray Kroc, vendedor de picadoras eléctricas, decide visitar, em San Bernardo, na Califórnia, o cliente que se propunha comprar as suas maquinas. No local encontrou um estabelecimento modesto com uma enorme fila de clientes à porta.


Impressionado pela rapidez do serviço e o seu baixo custo, obteve dos dois irmãos um contrato que o autorizava a montar uma cadeia de restaurantes que baptizou de McDonald's.


Poucos anos depois, o conceito tinha-se espalhado por todo o planeta.






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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Adultério

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O "adultério" é uma violação, transgressão da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial, cujo princípio consiste em não manterem relações carnais com outrem fora do casamento (diccionário Houaiss).


Posteriormente, o verbo "adulterar" também significa deturpar, falsificar, corromper.


A palavra adultério vem do latin "alius" (outro), a forma comparativa em latin "alter" (que significa outro, para além de dois), essa palavra vai evoluir para o plural "alteri" (outro, no sentido geral).


Sobre esse adjectivo vai ser formado o verbo "altero" (alterar, falsificar, tornar noutra coisa).


Juntando o prefixo "ad-", temos então "ad-altero", mais tarde transformado, por evolução fonética, em "adultero".


Em latim, a evolução fez com que "adultero" designa-se o sentido geral de "corromper", e particularmente o de "corromper uma mulher", o seja de "cometer adultério".


Esta palavras encontra-se em todas as línguas de origem latina e em inglês.


"zina" é a palavra árabe para designar "uma relação ilícita". Em hebraico utiliza-se a palavra "zana" e em arménio "zanita" significa "prostituta".







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terça-feira, 28 de maio de 2013

Táxi

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A palavra "Táxi" vem de "taximetro", mais tarde simplificada para "táxi". Tem origem no grego "taxi" (taxa) e "metro", aparelho destinado a medir simultaneamente o tempo e a distância de um trajecto para estabelecer o preço a ser pago por um passageiro.


Apesar da origem grega, a palavra vem do alemão "taxameter", em 1890, em Estugarde, onde apareceram os primeiros táxis motorizados equipados com um sistema inovador de cobrança, o taximetro. Antes da Primeira Guerra Mundial, já todas as grandes cidades europeias tinham um serviço de táxis equipados por obridação de lei com esse aparelho.


No século XIX era muito comum pequenas carruagens de aluguer chamadas "cabriolé" (duas rodas, um cavalo, conversível), que na França e na Inglaterra se chamava "cabriolet".


Na Inglaterra a palavra foi reduzida para "cab". Com a invenção do aparelho mecânico que possibilitava o pagamento do uso dos cabriolés em função da distância, os cabriolés assim equipados foram chamados de "taximeter cab", depois reduzido para "taxicab" e finalmente para "cab", termo hoje usado para táxi.


Uma outra designação inglesa para táxi é "Hacney Cab", tendo a palavra inglesa "hacney" origem no francês "haquenee", uma raça de cavalos conhecida pela sua habilidade de trotar a velocidade moderada e por longos períodos.


Nos Estados Unidos, os termos usados indestintamente são "cab", "taxicab" ou "taxi". Sendo os táxis de Nova Iorque amerelos com listas quadriculadas na parte lateral, são chamados de "Yellow Cab" (táxis amarelos).


Na África francófona, o chauffeur de táxi (terme francês) é apelidado de "taximan", apesar dessa palavra não existir em inglês, onde se utiliza "taxi driver". No Congo chama-se "taxibus" a um minibus urbano.







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Gorjeta

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Gorjeta é o dinheiro com que se gratifica um pequeno serviço para além do preço estipulado, uma gratificação. Tem origem na palavra "gorja" que significa "garganta" ou "goela", derivado do latim "gurga" (garganta), passando pelo francês "gorge" (pescoço, garganta).


Vem do hábito de oferecer a alguém uma pequena moeda para "beber um gole" ou "molhar a garganta".


O verbo "gorjear" (gargantear, soltar sons agradáveis) e "jorjeio" (o chilrear das crianças ou dos pássaros) tem a mesma origem.


Pensa-se que inicialmente este hábito, de gratificar alguém, teve origem nos cafés londrinos, por volta de 1690, em que em cima do balcão encontrava-se um pote destinado a lá serem colocadas algumas moedas que iriam apressar o serviço.


A palavra inglesa "Tip" (gorjeta) tem origem no termo "To Insure Promptness" (para assegurar presteza).


Em francês utiliza-se a palavra "pourboire" (para beber), destinava-se esse dinheiro, portanto, para tomar uma bebida, molhar a garganta.



O origem da palavra "garçon" (menino) era usada em França para chamar a pessoa que serve as mesas e teve origem num dos café mais antigos de Paris, o Le Procope, onde os encarregados de servir os clientes eram os filhos (ainda crianças) dos propietários.




gorja
nome feminino
1. garganta; goela
2. popular pescoço; cachaço
3. NÁUTICA a parte mais estreita da quilha de uma embarcação
(Do latim *gurga, «garganta», pelo francês gorge, «pescoço; garganta»)

gorja In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-05-28].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/gorja;jsessionid=cwtcnKaxp+zZb8MoE+B+Xg__>.






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gorja
nome feminino
1. garganta; goela
2. popular pescoço; cachaço
3. NÁUTICA a parte mais estreita da quilha de uma embarcação
(Do latim *gurga, «garganta», pelo francês gorge, «pescoço; garganta»)

gorja In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-05-28].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/gorja;jsessionid=cwtcnKaxp+zZb8MoE+B+Xg__>.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ostracismo

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O ostracismo é a exclusão de um cargo público ou político, em sentido figurado, é um acto ou efeito de repelir, de afastamento ou repulsa.


A palavra vem do latim "ostracismus", que por sua vez veio do grego "ostrakhismós" que é uma palavra que deriva de "ostrakon" sendo um termo genérico que nomeava uma série de objectos duros e inflexíveis, tanto no sentido de concha, como de casco (de tartaruga) ou de caco (de cerâmica).


Mais tarde, essa mesma origem deu lugar a "óstreon" (ostra) e "ostéon" (osso).


Como podemos constatar, ostracismo não deriva da palavra ostra.


No século V a.C., na Grécia, existia uma votação periódica para banir um cidadão supostamente perigoso para as instituições democráticas. Os votantes escreviam o nomes desses cidadãos num pequeno fragmento de cerâmica, os chamados "ostrakon". Daí deriva a palavra ostracismo.


O cidadão condenado deveria partir para o exílio durante dez anos. Este método terá sido introduzido por Clístenes (565-490 a.C.) e durante os primeiros vinte anos da sua aplicação não foi necessário banir ninguém com excepção de Aristides que após ter sido decretado o seu exílio foi logo amnistiado.


Ao completar de prática de ostracismo em Atenas, apenas dez cidadãos tinham sofrido a punição.






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terça-feira, 12 de março de 2013

Conclave










O palavra conclave tem origem no latim "cum" (com) "clave" (chave) e é utilizada para definir o local onde os cardiais se reúnem em clausura para eleger um novo Papa.


Esta palavra foi usada pela primeira vez pelo Papa Gregório X, em 1274, e este ritual tem-se mantido inalterado desde então.


Reunidos em Viterbo para a eleição de um novo Papa, os 18 cardiais eleitores da altura não conseguem por-se de acordo quanto à escolha do Futuro Papa. Após 2 anos e 9 meses, os fiéis afim de acelerar a escolha decidiram trancar as portas do palácio e fornecer-lhes apenas pão e água até que houvesse uma decisão. Rapidamente, nestas condições, um novo Papa foi eleito.


O Papa eleito, Gregório X, estabeleceu então regras muito rígidas a partir dessa época para as futuras eleições para evitar novas demoras.


Actualmente, os conclaves realizam-se na Capela Sistina do Vaticano, mas nem sempre ocorreram nesse local, aliás, esse só foi decretado como sede exclusiva dos conclaves em 1996, pela Constituição Apostólica de João Paulo II.


Os vários conclaves tiveram locais bastantes variados:

- Roma, 34 vezes, além das inúmeras que se supõem e não estão devidamente confirmadas.

- Vaticano, 51 vezes, dos quais 24 na Capela Sistina.

- Perugia, 5 vezes.

- Viterbo, 5 vezes.

- Avignon (França), 5 vezes.

- Nápoles, 2 vezes,

- E 1 vez em: Siena, Terracina, Velletri, Verona, Ferrara, Pisa, Constance (Alemanha), Anagni, Arezzo, Lyon (França) e Veneza.






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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Malabarismo

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Malabarismo é a arte de manipular objectos com destreza e de modo coordenado. Existem várias técnicas de malabarismo, mas a mais usual é criar uma sequência mantendo objectos no ar, e criar assim manobras e truques.


Tudo leva a crer que a palavra teve origem em "Malabar", nome da costa oeste da Índia, em que na época dos descobrimentos, os portugueses admiraram-se com a agilidade dos nativos em manipular objectos no ar. Posteriormente os espanhóis adoptaram a mesma palavra.


Contudo, a arte do malabarismo terá nascido na antiguidade. No antigo Egipto, cerca de 4000 A.C., foram encontradas pinturas murais no túmulo do Faraó Beni-Hassan que representavam figuras lançando ogjectos ao ar.


Mais tarde encontramos na Grécia antiga e no Império Romano, pinturas de malabaristas. Durante a Idade Média, era vista como uma arte marginal praticada em espectáculos de saltimbancos. A partir do século XVIII, o malabarismo começou a ser praticado pelos palhaços.


Na língua francesa, tudo terá começado com a palavra "jaculator" (atirador) e com a palavra "joculator" (bobo da corte), mais tarde transformadas em "joglar" que derivou para a palavra actual de "jongleur" (malabarista).


A palavra francesa terá influenciado a língua inglesa: "juggler" (malabarista) e "juggling" (malabarismo). Em alemão utiliza-se a mesma palavra francesa "jongleur" (malabarista) e "jonglieren" (malabarismo). Em italiano, temos a mesma origem francesa: "giocoliere" (malabarista).


De assinalar que em inglês a palavra "juggle" significa resolver vários problemas ao mesmo tempo por uma pessoa.


Por fim, "Malabar", ou Malaiala ou Malayam, é um dos idiomas oficiais da Índia, falado por cerca de 30 milhões de pessoas, no estado de Kerala.






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Canadiana

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A "canadiana", é um tipo de muleta, em alumínio, regulável em altura, que tem um apoio destinado às mãos e aos antebraços
 

Tudo indica que este objecto começou por ser produzido no Canadá.


No Brasil, utilizam o termo "muleta canadense", ou seja um tipo de muleta proveniente do Canadá. Encontramos uma origem semelhante na língua inglesa, "canadian crutch" e na língua francesa, "béquille canadienne".


Em Portugal, em vez de lhe chamar-mos de "muleta canadiana", optamos pela forma simplificada de "canadiana".



A palavra "muleta", que aparece no século XIII, tem uma origem etimológica pouco clara.





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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Bola de Berlim

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As civilizações da Mesopotâmia, do Egipto e pré-colombianas, já fritavam uma massa feita à base de farinha. Nas festas romanas das calendas de Março, eram confeccionadas para celebrar, como outros rituais agrários,  o renascimento da natureza.


No século XIV, aparece em França com o termo "beignet" (o equivalente ao nosso "sonho" em português), derivado da palavra "bugne" (ainda assim apelidado no Sudeste da França) e mais tarde "bignet" que significa inchado. Só no século XVIII é que aparecem cobertos de açúcar com a importação desta substância para a Europa.


Durante a II Guerra Mundial, uma refugiada judia de Alemanha terá vindo para Portugal, onde terá começado a confeccionar um frito redondo composto por massa de farinha doce, polvilhado de açúcar com doce no interior, à semelhança do que se fazia na Alemanha e que chamavam de "Berliner Pfannkuchen" (bolo berlinense de frigideira) ou também chamado de "Berliner Ballen" (bola de Berlim).


Na Alemanha, as bolas de Berlim são habitualmente recheadas com compota de frutos vermelhos, como morango ou framboesa, mais tarde em Portugal, optou-se por recheá-las com creme pasteleiro.


Na Austrália, são conhecidas como "berliner", enquanto nos outros países de língua inglesa são conhecidas como "doughnuts" (com um buraco no meio), e nos Estados Unidos como "Bismarcks".
 No Brasil, chamam-se "sonhos", e em Israel, "sufganiot".





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