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A
francesinha tornou-se num dos pratos típico do
Porto. É constituída por fatias de pão de forma recheado com linguiça, salsicha fresca, outras carnes frias, fiambre e habitualmente bife de vaca, coberto com queijo derretido, guarnecida com um molho que leva vários ingrediente dos quais tomate, cerveja, vinho do Porto e piri-piri.
A receita baseia-se numa
receita tipicamente francesa chamada "
croque-monsieur", muito consumido nos cafés franceses, daí muita gente pensar que teve origem França, e trazida para Portugal durante as
invasões francesas, pois já as tropas de Napoleão comiam pão de forma com vários tipos de carne e muito queijo.
Na realidade, o inventor da Francesinha foi
Daniel David da Silva, natural de Terras de Bouro, que veio para Lisboa ainda jovem e emigrou depois para a Bélgica e mais tarde para
França, foi nesse país que se inspirou do "croque-monsieur" para criar mais tarde a sua receita em Portugal.
Foi Abrantes Jorge, proprietário do
Restaurante Reboleira, na Rua do Bonjardim, no Porto, que convenceu Daniel David da Silva a confeccionar o prato em questão, estava-mos em
1953.
Mulherengo, achava que as mulheres portuguesas era pouco desinibidas comparadas com as francesas, como o molho do prato que inventou era bastante
picante, e como gostaria que as mulheres portuguesas fossem tão "picantes" como as francesas, decidiu chamar ao prato francesinha.
Os
homens, sobretudo solteiros, consumiam-as ao lanche ou noite dentro
após, por exemplo uma sessão de cinema. Não sendo considera
um prato, a francesinha era servida sem grandes luxos, frequentemente ao
balcão.
Inicialmente eram apenas os homens que as comiam, pois
as mulheres ariscavam-se a ficar mal vistas por o molho ser picante, e por a sabedoria popular achar que tal condimento provocava alterações comportamentais de cariz sexual. Foi só na década dos
anos 70 que as
mulheres começaram a aderir ao prato criado cerca de 20 anos antes.
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